quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Será que a Democracia,em si mesma, e por si só está assegurada pelo acto de votar?

Quando se pensa numa democracia, associamos a um regime político livre onde todos são iguais, onde cada um pode ter a sua opinião, sem ser “castigado por isso” e tem liberdade de escolher a sua orientação politica, podendo assim, votar nesse mesmo partido.
Mas será que o simples acto de irmos até a uma Mesa de voto e votarmos no partido que queremos ver no poder, nos garante a Democracia? Na minha opinião, não.
Um dos motivos para o voto não poder garantir a democracia é por puder haver uma fraude eleitoral, como à pouco tempo aconteceu na Rússia para a eleição do Presidente deste país. Assim, ao haver este tipo de fraude, não pudemos dizer que estamos numa democracia, pois o político que chegou ao poder não foi escolhido livremente nem pela grande maioria da população como seria de esperar.
Outro dos motivos para que na minha opinião, o voto não seja uma forma totalmente segura de assegurar um regime político, é porque, mesmo que a pessoa que tenha subido ao poder, tenha sido escolhida pela grande maioria da população, quer por se identificarem com as suas ideologias políticas quer pelo seu programa eleitoral, isto não quer dizer que esta cumpra aquilo que disse na sua totalidade, como pudemos ver em alguns casos  da nossa actualidade. Assim o político que for eleito, pode não cumprir o que disse, levando a que o povo não se reveja naquela pessoa que está no poder, o que pode levar a diversas manifestações e revoltas.
Concluindo, a principal forma de garantir que uma democracia seja assegurada é que o povo participe activamente nela, quer mostrando o seu agrado ou descontentamento pelas medidas políticas tomadas.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Canto V, dos Lusiadas

No canto V, dos Lusiadas, Vasco da Gama continua a sua narração ao rei de Melinde. Descreve cuidadosamente a viagem que o levou de lisboa até aquele lugar, dando uma particular importancia a alguns episodios, um desses episódio é o do marinheiro Veloso. Neste episódio, Fernão Veloso, um marinheiro “fanfarão” pouco dado a feitos heroicos mas conhecido pelo seu caracter humuristico e ironico, voluntaria-se para seguir os nativos com o objetivo de descobrir a sua terra. Desta forma e com um ar de confiança “ e de arrogante crê que vai seguro” avança pelo mato sem saber o que vai encontar. Mas passado algum tempo os seus companheiros vêm Veloso correr pelo mato até a praia seguido pelos nativos.
Se não fosse a intervenção de Vasco da Gama e dos seus companheiros, Veloso não teria regressado ao barco, foi já na nau que o lado humorista de Veloso se destacou, respondendo as piadas e risos dos marinheiros com alguma ironia: “ Disse então a Veloso um companheiro (começando-se todos a sorrir):
 _ Oula, Veloso amigo! Aquele outeiro é melhor de descer que se subir!
_  Si, é (responde o ousado aventureiro , mas quando eu para cá vi tantos vir daqueles cães, depressa um pouco vim, por me lembrar que estáveis cá sem mim”

Maria Carmo

Sera que a democracia em si mesma e por si só esta garantida pelo acto de votar?

Foi no dia 25 de Abril de 1974, que se deu a chamada revolução dos Cravos, esta revolução teve o objectivo de acabar com a ditadura e implementar a iguladade entre as classes. Portugal era considerado um país governado por uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos oberservadores estrangeiros quer mesmo pelos proprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, consideradas fraudulentas pela oposição, desrespeitandas pelo dever de impercialidade. Apesar de estas eleições serem alteradas, havia voto, mas isso não tapava os olhos do povo, os portugueses queriam um país que se adequa-se a Eurapa, queria dependencia, melhores condições de vida e ter direito a um desenvolvimento em termos culturais e sociais, os portugueses pretendiam um governo que permitisse a abertura das fronteiras. Antes do 25 de Abril a democracia de maneira nenhuma esta garantida pelo acto de votar, mas felismente isso mudou. Nos dias de hoje pude-se dizer que esse objetivo foi comprido, na minha opinião. Embora a crise que enfrentamos, o direito ao voto é essencial ainda que não concordemos com nenhum dos candidatos, e fundamental, porque votar em branco é idêntico a abdicar da independencia que é defendida pela nossa constituição. Antigamente o voto era algo restrito, actualmente é uma lei que abrange todas as classes sociais, mas infelismente tem sido desvalorizado o que leva a que as promessas que muitas vezes são esperadas pelo candidatos fiquem aquêm.
É o povo que constitui Portugal e o governo deve servir os portugueses, e não deve ser visto como uma forma de enriquecer, por isso os portugueses têm a responsibilidade de estar atentos as atitudes e projectos dos candidatos, pois é a partir do voto que conseguimos “expulsar” estes politicos corruptos e incompetentes. Porem votar conscientemente é dificil, mas os resultados são positivos, nesta democracia a conquista do povo que deve ser usada com responsabilidade, votar em qualquer um pude ter consequências nos proximos anos e sera tarde para arrependimentos.     

Maria Carmo

Canto V- Episódio de Fernão Veloso


As estrofes 31-35 do Canto V dos Lusíadas têm como assunto principal uma personagem, Fernão Veloso. Fernão Veloso foi um marinheiro português, que acompanhou Vasco da Gama na viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia.
Nos Lusíadas, este personagem é descrito como aventureiro, fanfarrão e pouco dado a feitos históricos.
Ao atracarem na costa africana, os portugueses fizeram contacto com os nativos. Um Etíope convida Fernão Veloso a conhecer o local, que o acompanha sem qualquer preocupação, ignorando o perigo. «É Veloso no braço confiado, E de arrogante crê que vai seguro». Depressa se arrepende pois é perseguido por um grupo de africanos e vendo-se sozinho e sem ninguém para o ajudar, é forçado a regressar ao navio. «Mais apressado do que fora, vinha.»; «Veloso, sem que alguém lhe ali ajudasse;Acudo eu logo, e enquanto o remo aperto,/Se mostra um bando negro descoberto.»
Quando regressa ao navio, é alvo de chacota por parte dos companheiros por ter entrado terra adentro com tanta confiança. «Começando-se todos a sorrir)-"Ó lá, Veloso amigo, aquele outeiro,/ É melhor de descer que de subir.» Ao que Fernão Veloso responde, procurando manter a sua postura de herói, afirmando que correra à frente dos nativos por se ter lembrado que os seus companheiros estavam ali sem a sua ajuda «- "Sim, é, (responde o ousado aventureiro/Mas quando eu para cá vi tantos vir/ Daqueles cães, depressa um pouco vim,/ Por me lembrar que estáveis cá sem mim».
Este episódio é assim marcado pelo humor e ironia da situação mas também é importante na medida em que expõe a hostilidade com que alguns povos nativos receberam os viajantes. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Será que a democracia, em sim mesma e por si só, está garantida pelo acto de votar?

   A democracia, palavra que deriva do grego demo+kratos, é um regime de governo no qual o poder de tomar as mais importantes decisões políticas cabe aos cidadãos. Uma democracia pode existir num sistema parlamentarista, republicano ou monárquico.
   O sistema democrático foi então criado de forma a garantir a total liberdade na escolha dos representantes no parlamento, por parte dos cidadãos.

   Será que a democracia está garantida apenas pelo acto de votar? Não. No acto de votar, o povo (os cidadãos) elege o representante de acordo com as suas escolhas e interesses, mas, eleger determinado representante, não garante que este posteriormente aja de acordo com o que garantiu aos cidadãos, no seu programa eleitoral. Sendo assim, é possível que determinado representante tenha em vista determinadas medidas, medidas essas que à partida agradam ao povo, mas, no entanto, assim que o representante é eleito, pode quebrar o elo que o liga ao povo, deixando de ter legitimidade democrática para exercer a função para a qual foi eleito, se não cumprir as medidas que “prometeu” ou disse cumprir, daí que o exercício da democracia não se resuma apenas ao acto de votar, e seja uma acto constante.

   Esse não cumprimento gera indignação, protestos e manifestações. Será que é isto que põe a democracia em causa? Não, isto é o exercício da democracia no seu todo, isto é, a participação activa dos cidadãos na actividade política do país.

   A democracia apenas poderá estar em risco, quando há quebra de confiança por parte dos eleitores nos governos, o que pode levar à falta de legitimidade de quem governa para exercer a função.

   Assim, para uma democracia saudável, os eleitos devem cumprir o mais possível o que prometeram, e os eleitores, os cidadãos, devem intervir na sociedade, defendendo a democracia, não apenas no solitário acto de votar.
 
   Inês Ameixa nº14

 

Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar?

Nos dias que correm somos bombardeados com mensagens de frustração por parte de um povo que não é valorizado ou levado ao seu total potencial. Um povo que tem como triste fado ser sempre o "último a chegar".
No entanto se havia algo do qual sempre nos poderíamos orgulhar seria dos direitos que tínhamos conquistado, do longo caminho que havíamos percorrido, das mentes revolucionárias a que a nossa pátria deu lar e especialmente do sistema democrático baseado em valores respeitados que buscavam melhorar a vida das gerações futuras, e agora o que se passou?...
Hoje a tão chamada "Democracia" é um sistema desactualizado que perdeu o rumo, longe ficaram os dias em que os interesses que se buscavam conquistar eram os do povo.
Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar? Sim talvez legalmente, mas simbolicamente os valores estão perdidos. E se uma democracia deixa de ser uma verdadeira democracia, nada está garantido.
Antigamente a política era um serviço hoje é um estatuto de poder e superioridade na qual as promessas eleitorais se perdem ao longo do caminho.
Qual a solução? Pois infelizmente como o resto do mundo não sei.... Mas sei que não podemos olhar para o telejornal todas as noite passivamente para o que se sucede enquanto retrocedemos no tempo como sociedade. Há que tomar um papel activo na vida política e especialmente levar o voto como algo sério porque realmente o é, a abstenção tem de diminuir, as pessoas tem de mostrar que o povo não existe graças ao governo mas sim que o governo existe graças ao povo. 
No meio de tudo isto algo consigo presumir: se queremos uma democracia que nos "sirva" temos de estar prontos para representar o papel de uma sociedade à altura. 

Andreia Rosa 

Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo ato de votar?



Ao longo dos anos a democracia portuguesa tem vindo a ganhar adjetivos fenomenais como: desacreditada, disfuncional, débil e até desajustada ao tipo de povo que serve. Infelizmente por mim não ficaria só com estas palavras. E palavras, leva-as o vento, acho que está na altura de tomar ação e é aqui que os deveres democráticos portugueses falham. 
Este problema apenas existe, pela perca dos valores democráticos. Todas as formas de política que se conhece parecem estar corrompidas ou simplesmente se verificam incompetentes.
Um dos problemas na democracia portuguesa é, por exemplo, existirem mais de 50 partidos políticos, apenas 5 detêm assento no parlamento. Falamos de um autêntico “totalitarismo multipartidário”, (rotatividade de poder).

Portanto nesta democracia, será que todas as opiniões são igualmente equacionadas? E as ideias que são equacionadas, não tendo novos motivos de renovação ideológica, são diferentes de anos passados? E onde está a manutenção democrática? Novos partidos, novos ideais, participação ativa na vida politica?
O cidadão tem o direito de votar, mas deve primeiro exercitar a sua disciplina democrática. Porque a democracia não está segura por si só, pelo contrário ela depende unicamente dos cidadãos para pleno funcionamento, necessita do individuo para manter a sua qualidade.
O simples ato de votar é apenas o início do processo democrático, é a base da forma democrática mundial, mas o resto do processo é essencial, e é isso que falta.
A democracia necessita de credibilidade, funcionalidade, vigor e sobretudo precisa de estar ajustada ao povo que serve. Mas para que isso aconteça, o povo deve servir ajustadamente a democracia que pretende.