segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar?

Nos dias que correm somos bombardeados com mensagens de frustração por parte de um povo que não é valorizado ou levado ao seu total potencial. Um povo que tem como triste fado ser sempre o "último a chegar".
No entanto se havia algo do qual sempre nos poderíamos orgulhar seria dos direitos que tínhamos conquistado, do longo caminho que havíamos percorrido, das mentes revolucionárias a que a nossa pátria deu lar e especialmente do sistema democrático baseado em valores respeitados que buscavam melhorar a vida das gerações futuras, e agora o que se passou?...
Hoje a tão chamada "Democracia" é um sistema desactualizado que perdeu o rumo, longe ficaram os dias em que os interesses que se buscavam conquistar eram os do povo.
Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar? Sim talvez legalmente, mas simbolicamente os valores estão perdidos. E se uma democracia deixa de ser uma verdadeira democracia, nada está garantido.
Antigamente a política era um serviço hoje é um estatuto de poder e superioridade na qual as promessas eleitorais se perdem ao longo do caminho.
Qual a solução? Pois infelizmente como o resto do mundo não sei.... Mas sei que não podemos olhar para o telejornal todas as noite passivamente para o que se sucede enquanto retrocedemos no tempo como sociedade. Há que tomar um papel activo na vida política e especialmente levar o voto como algo sério porque realmente o é, a abstenção tem de diminuir, as pessoas tem de mostrar que o povo não existe graças ao governo mas sim que o governo existe graças ao povo. 
No meio de tudo isto algo consigo presumir: se queremos uma democracia que nos "sirva" temos de estar prontos para representar o papel de uma sociedade à altura. 

Andreia Rosa 

Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo ato de votar?



Ao longo dos anos a democracia portuguesa tem vindo a ganhar adjetivos fenomenais como: desacreditada, disfuncional, débil e até desajustada ao tipo de povo que serve. Infelizmente por mim não ficaria só com estas palavras. E palavras, leva-as o vento, acho que está na altura de tomar ação e é aqui que os deveres democráticos portugueses falham. 
Este problema apenas existe, pela perca dos valores democráticos. Todas as formas de política que se conhece parecem estar corrompidas ou simplesmente se verificam incompetentes.
Um dos problemas na democracia portuguesa é, por exemplo, existirem mais de 50 partidos políticos, apenas 5 detêm assento no parlamento. Falamos de um autêntico “totalitarismo multipartidário”, (rotatividade de poder).

Portanto nesta democracia, será que todas as opiniões são igualmente equacionadas? E as ideias que são equacionadas, não tendo novos motivos de renovação ideológica, são diferentes de anos passados? E onde está a manutenção democrática? Novos partidos, novos ideais, participação ativa na vida politica?
O cidadão tem o direito de votar, mas deve primeiro exercitar a sua disciplina democrática. Porque a democracia não está segura por si só, pelo contrário ela depende unicamente dos cidadãos para pleno funcionamento, necessita do individuo para manter a sua qualidade.
O simples ato de votar é apenas o início do processo democrático, é a base da forma democrática mundial, mas o resto do processo é essencial, e é isso que falta.
A democracia necessita de credibilidade, funcionalidade, vigor e sobretudo precisa de estar ajustada ao povo que serve. Mas para que isso aconteça, o povo deve servir ajustadamente a democracia que pretende.

Será que a democarcia está grantida pelo ato de votar?

O simples ato de conquistar não assegura a preservação de uma nova aquisição (“ What got us here, won’t take us here”, citando)  É sempre necessário algum trabalho de manutenção para evitar a decadência e desatualização. O mesmo se passa com o progresso histórico e especialmente político. As regalias populares alcançadas com as revoluções liberais não são perenes, não sendo, o ato de votar, garantía da democracia.

Para o poder de tomar importantes decisões políticas estar com os cidadões, mote que define democracia, não basta apenas a escolha dos representantes residir no voto. O sufrágio universal e secreto é o principal pilar da democracia atual, mas outra participação política complementar é necessária, especialmente em tempos de crise e desconcordância.

Independentemente da forma como chegaram ao poder, se os governantes tomarem decisões em seu favor, desvalorizando o bem do povo e da nação, corroem a democracia,  que garante a liberdade de cada indivíduo, assegura a justiça social e equilibra a operacionalidade de uma sociedade.

Para evitar o usurpamento e o mau uso do poder político é necessário que cada cidadão tenha uma atitude cívica, participando políticamente ativa e passivamente, utilizando os seus direitos de acesso à informação, livre-expressão, reunião e manifestação. Somente assim é possível a vontade das massas ser ouvida pelos seus representantes, assegurando assim a democracia.

 

 


(Estava a ouvir esta música e achei que até tinha a ver)
Sofia David

Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo ato de votar?


A democracia é algo que remonta desde a Grécia Antiga, em que uma comunidade se reunia para criar as suas próprias regras politicas. Diversos políticos, como Aristóteles, depreciavam este modelo pois defendiam que a democracia se resumia a um conjunto de regras ruins para agradar à maioria. No início do século IV, os cidadãos reuniam-se nos mercados das pequenas cidades da Grécia e juntos decidiam sobre os problemas públicos, que eram solucionados por votação. Desde aí que vários países têm vindo a ratificar constituições democratas, instituindo-se o voto secreto e o direito das mulheres a votar e ser votadas.

Contudo, atualmente, grande parte dos deputados, ao serem eleitos, vinculam-se aos seus líderes e em vez de cumprirem o prometido, esquecem os eleitores e apenas atuam para receber benesses em prol da sua reeleição. Podemos assim dizer, que o país acaba sempre por aceitar demagogia, sendo necessário repensar certos conceitos para que se possa mudar aspectos como a dignidade e o direito. A democracia concede-nos o poder do voto, sendo extremamente importante saber valorizá-lo, e sendo este secreto, é necessário votar em ideias e acções, em carácter e civismo, pois o voto reflecte o futuro.

Concluindo, a democracia não está, de todo, garantida pelo ato de votar, o que significa que, a verdadeira questão que se coloca é, será que as pessoas que elegemos quando chegam ao poder são democratas? E será que votar torna as pessoas democratas?

domingo, 30 de setembro de 2012

Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar?



            Democracia é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, directa ou indirectamente. Os cidadãos tomam decisões políticas votando, elegendo um representante da nação. Quando o povo vota e elege um representante, o seu voto baseia-se no que os candidatos prometem fazer, melhorar ou inovar. Quando alguém é eleito, o povo fez uma decisão, uma importante decisão mas, conforme a pergunta, será que a democracia está garantida pelo acto de votar?
            Podemos tomar como exemplo alguns factos históricos. Os ditadores que existiram neste Mundo foram eleitos segundo uma democracia, o povo acreditava que estava a eleger um bom representante, alguém que mudasse o que estava errado, mas apenas pensava pois, de facto, estava a eleger uma pessoa que não conseguiria cumprir o que desejava e por isso transformou uma democracia numa ditadura. Indo já à questão colocada, ‘Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar?’, podemos concluir que não, a democracia não está garantida pelo acto de votar. Quando votamos acreditamos no que os candidatos nos mostram mas nunca podemos ter a certeza que irão cumprir com o que dizem.
            O povo confia, vota e acredita que está a fazer o correcto mas a democracia nunca está garantida pelo acto de votar.

Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar?



            A democracia é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, directa ou indirectamente, por meio de representantes eleitos. Esta definição de democracia é partilhada por todos e todos a vemos como uma forma de governo e como uma forma de estar no poder, podendo escolher os nossos representantes.
            A reflexão a propósito deste assunto pode levar-nos por diversos caminhos, exemplo e teorias. Uma autêntica divagação se formos desencadeando e relacionando factos históricos com vivências nossas e de tempos próximos. Como tal opto por uma resposta mais directa a pergunta afirmando que não, a democracia não está garantida apenas com o acto do voto popular. O simples facto de uma nação votar nos seus representantes não significa que depois de eleitos os escolhidos sejam democráticos ou que adoptem as medidas pelas quais o povo votou. A história ajuda bastante a suportar esta teoria. A eleição de ditadores, na Alemanha ou na Itália, a adopção de regimes opressores na Rússia, ou ate mesmo uma democracia fantasiada em Cuba. O povo vota, elege e a sua participação termina aqui, na maioria dos casos. A democracia pura, como a criada na antiga Grécia está em decadência. Noutros casos o voto é apenas um meio de opressores usarem a democracia para chegar ao poder. Depois de o conseguirem, fazem dela o que quiserem, ganhando eleições consecutivas com maiorias estrondosas.
            A democracia nos dias que hoje está comprometida. O povo vota, e elege, no entanto na altura em que não pactua mais com as medidas dos seus representantes, deixa de ter voto na matéria.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Reflexões do Poeta - Canto V

Nesta reflexão o poeta critica a falta de interesse dos portugueses pela cultura, especialmente pelas letras, dedicando-se exclusivamente à guerra e à descoberta de novas terras.
Após o relato de Vasco da Gama ao Rei de Melinde, salientando os feitos gloriosos dos portugueses, o poeta reflecte sobre o desinteresse que os portugueses manifestam relativamente à cultura.
Embora ao longo de toda a obra tenha valorizado as conquistas lusitanas que considerava superiores à dos Gregos e dos Romanos, nestes versos é visível o elogio aos Clássicos que sempre se dedicaram à ciência e às letras apesar da guerra ("mas, ñua mão a pena e noutra a lança").
Por outro lado é notório o descontentamento do poeta em relação à falta de paixão pela literatura, pois senão houver "Virgilios nem Homeros" que narrem as aventuras dos heróis, estes sentir-se-ão desmotivados.