segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Impressões de Viagem: Viajar


Se na vida existe felicidade proveniente das mais simples coisas neste universo então meus caros amigos viajar é o ex-lime desses prazeres.
Viajar é conhecer, experimentar, saborear e sentir tudo aquilo que este mundo tem para oferecer. Para os mais excêntricos é necessário viajar horas de avião para se sentir prazer, para mim, bem, para mim basta entrar no carro e viajar poucos minutos para sentir algo ainda mais superior.
Porque neste nosso pequeno e agridoce recanto a que chamamos Portugal podemos encontrar tanta diversidade, um autêntico buffet à total descrição do consumidor dos mais variados costumes, sabores e tradições que podeis imaginar.
Desde o Minho alegre e frio ao Algarve afectuoso e quente e as nossas tão invejadas ilhas. Somos a prova viva que o tamanho não importa, mas sim o talento e os tesouros que contemos em nós mesmos.
Parece um discurso típico do regime salazarista, bem, se calhar mas não lhe retira valor nem espero que acrescente ênfase. Temos de ter orgulho naquilo que somos, e para que esse orgulho exista, temos de nos conhecer a nós.
A viagem fez-se com um enorme à vontade, não se sentiu de modo algum os olhos pesados dos professores sobre as nossas limpas e puras actividades e atitudes …
Mas mais que todo o conceito de lazer que a viagem engloba é conhecer o próximo que viaja connosco. Ouvi grandes histórias e experiências de vida de colegas a qual tenho o maior prazer de denomina-los de amigos. Esta viagem não só descobri um local, como descobri os meus amigos mas sobretudo descubro-me a mim mesmo em cada viagem. Sei que parece lamechas e exagerado, talvez. Mas verdade seja dita, eu não me sinto mais feliz se não a viajar.
 Ao divagar por Santarém com meias conversas totalmente desenquadradas mas interessantes, reparei em tantas paisagens que se entendem por um horizonte quase infinito que inspira qualquer um. Com as suas muralhas agrestes e as suas igrejas que atribuem um sentimento de divindade e fé merecidas de tal cidade, Santarém é uma autêntica cidade do Olimpo esculpida pela força do homem e os elementos da natureza.
Nenhuma viagem termina com tristeza ou arrependimento, mas com uma mão cheia de vida.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Impressões de Viagem: Os Outros

Os Outros

Quando se aproxima uma Visita de Estudo é sempre tempo de andar feliz por se saber que naquele dia não vai haver aulas e vamos ter mais um dia para relaxar e fugir ao stress diário. Há quem veja as visitas de estudo como uma escapatória ao dever, há quem as veja como um grande aborrecimento e... também podia ficar aqui o resto do texto. Eu cá vejo-as como uma oportunidade de conviver com aqueles com que trabalhamos todos os 5 dias da semana. Uns trabalham connosco mesmo ao nosso lado, outros do outro lado (da sala) e há ainda os Outros que normalmente trabalham a nossa frente, e que trabalham para que o nosso trabalho venha a melhorar. A convivência com esses outros é, na minha opinião, essencial para que a relação entre todos seja digna de pessoas que vivem em sociedade. Tudo isto para chegar ao momento da viagem que, novamente na minha opinião, foi o momento alto desta nossa viagem a cidade de Santarém. Antes de mais, a ida para Santarém foi feita na companhia dos camaradas Ricardo, Rui, Pedro e João Pedro, e pelos Exmos. Srs. Outros! Sem querer de maneira alguma rebaixar o papel e o nome dos nossos queridos Outros. Outros ou Professores. Sim aqueles senhores que estão sempre lá para nós. Como o título do texto indica, estou a falar das pessoas que acompanharam as 2 turmas na visita. Aqueles senhores que tentamos, em muitos casos, manter a distancia e fazer deles uns estranhos… Uns Outros.
Como estava a dizer, o momento alto da visita foi sem duvida o regresso a escola, em que alunos e professores trocaram histórias e experiências de vida. A viagem de regresso era uma viagem chata, de noite, e onde a maior parte das pessoas que estavam no piso inferior do autocarro optaram por encostar o banco, e com ele a cabeça. Quando nada o fazia prever, surge o grande momento. Todo este grande momento surgiu porque? Pois é… Ponho quem lá estava em baixo a pensar um bocadinho… Como é que aquilo foi dar a infância do Pedro? Como é que a conversa foi parar aos antepassados da Professora Luísa? Pois bem… Tudo começou com uma garrafa de água! Pois foi uma garrafa de água. A Partir de uma garrafa de água barata ficamos a saber que o nosso Professor Raul podia ser o dono das Aguas Luso, que o Pedro não é rico porque o “tetra tetra” avo deixou o dinheiro todo à amante. Por momentos a relação Professor-Aluno foi completamente esquecida e a troca de histórias despertou toda a gente que voltou a recostar os bancos, desta vez para ouvir comodamente as inúmeras experiências ali contadas. Afinal os Outros também são gente…!

Apresentação do livro ‘Sensibilidade e Bom Senso’ de Jane Austen


Sensibilidade e Bom Senso foi o primeiro romance publicado pela autora inglesa Jane Austen, em 1811. É um retracto psicológico e social da pequena burguesia do século XVIII. O romance conta a história de duas irmãs, Elinor e Marianne Dashwood, e dos seus enlevos amorosos com, respetivamente, Edward Ferrars e o Coronel Brandon. Com a morte do pai, as irmãs são deixadas em má situação financeira, já que a herança que recebem é parca, em contraposição com o que acontece ao seu irmão John Dashwood, a quem é legada a propriedade da família. Como este se recusa a ajudá-las, as irmãs são forçadas e desembaraçar-se. Marianne e Elinor viviam com a sua mãe e com mais uma irmã, Margret. Elinor é sensata, Marianne instintiva e apaixonada e Margret é apenas uma inocente adolescente. Este texto é, por vezes, complicado de perceber pois a autora muda rapidamente as pessoas nos diálogos sem qualquer informação, por isso, é necessário ler com atenção para perceber o que é que se está a passar. Este texto é composto por várias personagens e intervêm todas o que contribui para dificultar o entendimento da história. Durante todo o livro existe uma referência às cartas que as personagens iam trocando pois era o único veículo de comunicação, sabiam de tudo pelas cartas.
No livro, tudo parece girar à volta da tensão entre o que é escondido e o que se revela aos outros. Segredos e omissões são temas muito importantes em Sensibilidade e Bom Senso. Os casos entre mulheres e homens costumam começar em segredo e só depois são conhecidos do público. Por exemplo, Lucy e Edward são noivos durante 4 anos até que a Lucy acidentalmente revela esta informação a Marianne e mais tarde à irmã de Edward. Coronel Brandon esteve secretamente apaixonado com uma mulher chamada Eliza Williams antes de o pai desta ter sabido da relação, e finalmente, Elinor guarda os seus sentimentos por Edward debaixo de uma aparência fria e composta. Eventualmente, todos os segredos são revelados, intencionalmente ou não. As revelações que não são intencionais são muitas vezes as mais dolorosas, como quando Elinor se apercebe da relação de Edward e Lucy. Toda a acção central da história se baseia nestes momentos e como estes influenciam as personagens. 

sábado, 10 de dezembro de 2011

A Casa dos Espíritos- Isabel Allende (Apresentação)

Sempre tinha tido ouvido falar de Isabel Allende em casa, a minha mãe e a minha irmã são verdadeiras apaixonadas pelos seus livros. Logo quando vi o seu nome na lista de escolha de livros pareceu-me óbvio.
E não é que a minha mãe e a minha irmã tinham razão? O livro cativou-me pela maneira como abordava o lado real da vida e o espiritual em perfeita convivência, pelas personagens que acompanhava, pelos temas que incluía como ditaduras, a evolução do amor pelo tempo, e por muitos outros factores.
Na minha apresentação já expliquei o contexto geral do livro, mas aqui deixo um link de um resumo muito resumido para os interessados. http://www.infopedia.pt/$a-casa-dos-espiritos
Seria impossível explicar todo o livro pois o mesmo acompanha a vida de três gerações da mesma família, (coisa que não se explica numa entrada de um blog e muito menos numa apresentação de 10 minutos), por isso decidi escolher apenas uma personagem sobre a qual vou divagar um pouco.
Clara a clarividente. Era uma pessoa sábia desde uma tenra idade, conhecia o valor do silêncio e vivia num mundo diferente no qual alternava entre o carácter espiritual e real. Clara nunca foi uma dona-de-casa exemplar, ela era diferente, cativante, lutava pelo que queria e emanava paz e luz no entanto dá-va sempre uma aparência apagada, ela nunca estava totalmente num sítio, quer fosse no seu casamento com Esteban quer quando deambulava pelos corredores sozinha. Apenas se sentia completa no seu mundo, com as suas premonições, levitações e hóspedes. 
Tinha uma aparência diferente, serena, contida, elegante. Numa elegância que como disse emanava paz. Com  os seus caracóis e com o seu andar saltitante cativava o olhar de simples desconhecidos. Era impossível ser-lhe indiferente.
A personagem de Clara destacava-se de todas as outras pois enquanto as outras personagens usavam a força ou o discurso, Clara expressava-se pelo silêncio, enquanto os outros achavam que o mundo era um vale de lágrimas ela via-o como um mar de rosas... 
Quando morreu a casa da família Trueba apagou-se, as flores murcharam, e finalmente a família acolheu o silêncio. Era esse o poder de Clara, acalmar todos a sua volta às vezes sem o tentar, a sua presença amenizava tudo e todos. 
O que consegui recolher depois da sua morte foi que ela era a prova viva que o amor pelas pessoas nunca se perde apenas se transforma, nem depois da passagem do nosso mundo para o que vem depois. 
Gosto de pensar que o seu espírito livre se encontrava a deambular algures noutra dimensão após a sua morte. Finalmente completo e  finalmente presente.
Não posso dizer que me identifiquei com Clara pois existe uma grande diferença entre nós enquanto ela cala eu não consinto. No entanto isso não faz com que eu deixe de apreciar todas as camadas e acções dessa personagem.
O livro em si dá uma grande importância ao contexto histórico e à vida real com algumas pitadas de amor e de espiritualidade à mistura.
Aconselho-vos a ler o livro, é diferente e se gostam de lutas pela justiça social, histórias um pouco sobrenaturais e de personagens com força de vontade este é o vosso livro. Pelo menos... foi o meu.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Impressões de Viagem

     Todos nós viajamos. Desde a viagem da cama à cozinha, à viagem para outro país, passando por inúmeras outras viagens. Viajamos não só a pé, de carro ou de avião, mas maioritáriamente com a mente.Mas o que será que retiramos de uma viagem?
        Muitos de nós dormem, outros conversam sobre temas desde a comum "coscuvilhice" às histórias de vida, passando pela ecónomia do país. As estradas passam a velocidades alucinantes, quase sempre algo desfocadas, e o mundo exterior parece-nos um borrão. Resume-se tudo a uma quantidade variável de horas, passadas em boa ou má companhia, para chegar a um lugar. Também há a questão da confortabilidade dos bancos, que pode variar desde cimento até a espuma espacial feita pela NASA, mas isso é conversa para outro dia.
       Seja de barco, de carro, de autocarro, de bicicleta ou de trotinete, uma viagem é uma viagem. Seja feita com os nossos "compinchas", ou com alguém de quem o nosso figado não goste particularmente. Preferencialmente, faço viagens com os primeiros, mas quando tem de ser, há que aturar alguém. Mas durante uma viagem, nada melhor que um bom livro, uma boa conversa, ou uma boa soneca. Claro que é bastante bom conversar com uma pessoa em particular, mas dormir mais umas horinhas não lhe fica atrás. Podemos não ter aquela pessoa que nos faz sorrir e gostamos de ouvir, mas há sempre maneira de dar a volta.
       Depois desta vista supreendentemente positiva das viagens, concluo dizendo que pessoalmente, gosto de viajar. Viajo bastante. Já percorri o país, que à beira-mar está plantado, de ponta a ponta. Mas as viagens que fiz, quase todas foram bem passadas. Sempre com as melhores companhias, pois isso é algo que define as nossas viagens. São os companheiros, e o modo como passamos a nossa viagem que definem as nossas ditas "Impressões de Viagem". Uma viagem nunca é uma "seca", uma "seca" é a maneira como a passamos.

Impressões de Viagem

Uma viagem... Longa, curta com ou sem destino desperta sempre em todos um sentimento de aventura e descoberta.
Como é óbvio todos temos experiências de viagens. As que se mantêm mais frescas na minha memória eram as típicas idas para o Algarve. Acordar bem cedo, ainda de madrugada, ir para o carro dos pais, ficar cheia de energia durante os primeiros cinco minutos e depois adormecer. Quando acordava estava em Albufeira a entrar noutro sítio, com outro estado de espírito, outra disposição.
Sempre acreditei que cada lugar despertava algo diferente numa pessoa. Por vezes a vida rotineira do mesmo lugar pode desgastar alguém, ver as mesma gente, edifícios, os mesmo caminhos... Isso torna tudo tão regular e a vida nunca deveria regular. Todos merecemos escapar um pouco, daí as viagens. Quer seja uma viagem a outro lugar, a uma memória ou até uma viagem aos confins da nossa mente, isso pode mudar tudo.
É engraçado pensar que precisamos de algo tão supérfluo para dar início à mudança. Mas a verdade é que o que nós éramos antes de uma viagem e o que passamos a ser depois, muda. Por vezes ligeiramente, sendo apenas em memórias ou experiências. Mas às vezes, muito raramente, existe uma viagem que nos muda.
Este ano tive duas experiências do género. Antes das viagens sentia que me faltava algo, uma peça por preencher no puzzle tão incompleto que sou, pois bem quando voltei tinha um sorriso parvo na cara, daqueles  sorrisos que ninguém consegue tirar porque eu sabia que se me quisessem tirar tudo, tiravam, mas aquele pedaço de mim e aquelas memórias eram apenas minhas.
Ahh, isso sabe tão bem... Essa renovação pessoal, esse sorriso, essas vivências. O pior era que quando me perguntavam: "Mas porque raio estás assim tão feliz e parvinha?", eu não fazia ideia o que dizer então apenas abria ainda mais o sorriso para todos verem esta menina tão feliz e tão parvinha.
Mantenho essas viagens para mim, à flor da pele. Mas esse "brilho" novo, pós-viagem não dura para sempre. Infelizmente ou felizmente, dependendo do ponto de vista, o meu sorriso parvo desapareceu voltando a vida rotineira.
Adoro viajar sempre adorei, conhecer novos mundos e novas pessoas no entanto este ano descobri que existe uma viagem muito maior a fazer. A viagem em nós mesmos. Eu achava que me conhecia mas a verdade é que essas viagens exteriores também me relembraram que na realidade eu não faço a mínima ideia quem sou.
E essa viagem é a mais importante e atribulada da nossa vida. Essa viagem começou no dia em que abrimos os olhos e acaba no dia em que os fechamos, ou melhor, talvez nem aí...  Connosco levamos sempre bagagem. Essa bagagem começa por ser leve no entanto ao longo do tempo acrescentamos peso.
A nossa bagagem acaba por ser a nossa vida todas as vivências, traumas, amores, falhas. Sempre desejei fazer uma viagem sem nada, sem destino, sem bagagem, sozinha. Pois bem, a um nível material é fácil mas essa bagagem, a bagagem da vida, nunca nos abandona a não ser que estejamos em paz, e isso? Aaai, é tão complicado...
Eu ainda não estou pronta para largar a minha mala para o vazio. Esquecer tudo de mau e tudo o que não necessito, talvez nem deveria. Mas a verdade é que eu sou fraquinha e esta mala começa-se a tornar demasiado pesada para mim...

Impressão de Viagem

Uma viagem. O deslocamento de alguém, de um lugar para outro Uma viagem pode mudar um ponto de vista, e o tempo em que isso acontece é relativo e insignificante. Comummente, pensamos apenas no tipo de viagem físico e concreto, porém muitas vezes, damos por nós a fazer um deslocamento espiritual e subjectivo.
Na vida, todos fazemos jornadas que nos mudam. Contudo, nada nos muda sem antes nos desorientar. Desorienta-nos porque aquilo com que estamos habituados a lidar, aquilo que corresponde à nossa realidade, passa de um momento para outro, para algo que talvez já não faz sentido na nossa cabeça e leva-nos a fugir ou a afastarmo-nos. Nem tudo é branco ou preto, nem tudo permanece igual e essa é a verdade. Todavia, por vezes voltamos ou temos a ânsia de regressar ao lugar inicial, ao sítio de onde partimos, ao nosso passado, ao que outrora nos fora tão próximo, uma veracidade. Isto acontece, pois somos humanos, sensíveis. Essa sensibilidade leva-nos a sentir a saudade. Todos contemos dentro de nós lembranças nostálgicas, acompanhadas de um desejo de voltar. E porque será que isto acontece? Porque esse algo nos proporcionava um certo bem-estar, um contentamento, que nos fazia ter uma percepção da vida diferente. As memórias não serão como os quadros? Existe algo tão grandioso, como um quadro original que podemos observar quando vamos a um museu, mas quando saímos de lá, não passa de uma memória, e a imagem que outrora fora grandiosa, agora é representada apenas por um pequeno quadrado na nossa cabeça.
Supostamente, o passado indesejado deveria permanecer no pretérito, pois é algo cristalizado, longínquo e isolado, que escolhemos manter assim, devido à pouca vontade de recorrer a certos momentos. Contudo, nada nos impede, nada nos trava de voltarmos lá, de nos lembrarmos. E somos como que obrigados a descer às fundações, que sustentam aquilo que nos faz, e apercebemo-nos que cada pessoa, cada lugar com que nos cruzamos é aquilo que verdadeiramente nos define. Porém, ao fazermos isto, lembramo-nos daquilo que nos fez seguir em frente, que nos fez querer esquecer o passado, e esse pesadelo que quisemos abandonar, volta. E ao fazermos uma introspecção, apercebemo-nos de que se encontra agora nítido na nossa mente o medo, a dor e o terror causados por esse tempo passado, mas que antigamente, era o que nos trazia esperança, o que nos fazia feliz. Regressamos assim a um sítio, onde já não nos reconhecemos pois tínhamos um destino diferente.
Ao termos noção da realidade, concluímos que o reflexo que vemos no espelho, comparado com o passado, mudou, de uma forma positiva. E são estas pequenas viagens, as impressões com que ficamos delas, que nos fazem acreditar que de facto a vida continua e prossegue apesar de tudo, que somos capazes de ultrapassar as coisas, e o que nos magoa é que nos faz crescer mais. Sim, viagens ao passado são perigosas, mas não é a fugir da vida que chegamos a algum lado, que alcançamos o que queremos ou que resolvemos as coisas. Temos de acreditar no possível e no impossível, porque é possível renovar a realidade das memórias.
No final, tudo acaba por se tornar numa lembrança, umas são melhores que outras, mas está nas nossas mãos alterar cada destino da nossa vida, cada desafio que se põe diante de nós, porque tudo é assim. Numa simples viagem de carro, um pneu pode ficar furado, podemos ficar sem gasolina, …mas isso não nos impede de continuar, encontramos soluções para cada problema. E a vida é mesmo assim, não é um ciclo, mas sim uma viagem contínua. As coisas mudam, é assim que a vida funciona. Mas temos de mudar com elas, não nos podemos agarrar ao passado porque viver é algo do presente, não é uma coisa do futuro e muito menos, do passado.