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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Será que a democarcia está grantida pelo ato de votar?

O simples ato de conquistar não assegura a preservação de uma nova aquisição (“ What got us here, won’t take us here”, citando)  É sempre necessário algum trabalho de manutenção para evitar a decadência e desatualização. O mesmo se passa com o progresso histórico e especialmente político. As regalias populares alcançadas com as revoluções liberais não são perenes, não sendo, o ato de votar, garantía da democracia.

Para o poder de tomar importantes decisões políticas estar com os cidadões, mote que define democracia, não basta apenas a escolha dos representantes residir no voto. O sufrágio universal e secreto é o principal pilar da democracia atual, mas outra participação política complementar é necessária, especialmente em tempos de crise e desconcordância.

Independentemente da forma como chegaram ao poder, se os governantes tomarem decisões em seu favor, desvalorizando o bem do povo e da nação, corroem a democracia,  que garante a liberdade de cada indivíduo, assegura a justiça social e equilibra a operacionalidade de uma sociedade.

Para evitar o usurpamento e o mau uso do poder político é necessário que cada cidadão tenha uma atitude cívica, participando políticamente ativa e passivamente, utilizando os seus direitos de acesso à informação, livre-expressão, reunião e manifestação. Somente assim é possível a vontade das massas ser ouvida pelos seus representantes, assegurando assim a democracia.

 

 


(Estava a ouvir esta música e achei que até tinha a ver)
Sofia David

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tragédia

Tragédia
A Tragédia (do grego antigo τραγδία) é um dos mais importantes géneros literários legados pela Grécia Antiga, em forma de drama, sendo caracterizada pela sua seriedade, dignidade e integridade.
A Tragédia é originária das festas em honra do Deus Grego, Dionísio. O seu nome provém da combinação da palavra tragos, que significa bode (os seres que honravam Dionísio) e odé, derivando na palavra tragoidia (algo como "canções dos bodes").
O género trágico, na sua forma mais pura, só subsiste nas obras dos três grandes poetas atenienses, Ésquilo, Sófocles e Eurípides, pois posteriormente este género entrou em declínio, só recuperando a sua total magnificência milênios depois.

As obras trágicas envolvem um conflito entre uma personagem e algum poder que lhe é superior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade - segundo Eric Auerbach “O trágico traduz uma consciência dilacerada, o sentimento das contradições que dividem o homem contra si mesmo”.
Esta personagem, o herói trágico, distingue-se pela sua virtude e nobreza de carácter. Contudo, o seu papel reflete a constante condição de submissão do homem a um Todo.
Para além de uma qualquer história com um final triste, uma tragédia, preenche um conjunto de requisitos (em geral baseados em Aristóteles) para o ser considerada. Assim sendo, as adversidades que recaem sobre o protagonista não podem ser provocadas por um factor dramático qualquer, como um desastre natural, e nunca por uma falha de cárater do protagonista. Estas devem ser desencadeadas, por exemplo, por um erro de julgamento por parte do personagem principal.
Igualmente, a tragédia deve resultar numa catarse da audiência (por meio da compaixão e do temor, expurgar ou purificar os sentimentos), só assim sendo explicado o motivo da apreciação de  sofrimento dramatizado, sendo harmoniosa e com uma linguagem bastante ritmica

Tragédia grega
Apesar da sua abundante produção na antiguidade, a maior parte das tragédias gregas não sobreviveu até os nossos dias.
Dos três grandes tragediógrafos, Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, restam-nos apenas sete das oitenta tragédias compostas por Ésquilo, sete das cento e vinte de Sófocles e igualmente sete das oitenta obras de Eurípides.

É a partir das tragédias que se começa a desenvolver a filosofia socrático-platônica, que explora o conceito de alma e de auto-conhecimento, que nortearia, alguns séculos mais tarde, toda a filosofia.
A tradição da tragédia desvanece-se,  após os seus tempos de auge,  com o declínio da cidade de Atenas.
Os romanos não são capazes de reavivar a tradição dramática, limitando-se unicamente a traduções e adaptações das tragédias gregas.

Tragédias medievais
Não existem exemplos, escritos durante a Idade Média, de tragédias, no sentido mais restrito da palavra

Existem sim, epopeias medievais, que seguem muitos dos preceitos das tragédias, tratando temas de cavalaria, Cristandade e os seus preceitos morais.
Dois exemplos destas epopeias medievais os longos poemas narrativos Beowulf e La chanson de Roland.

Tragédias modernas
Um dos grandes tragediógrafos nos tempos modernos foi Jean Racine, que contestou a visão tradicional de tragédia, quando a sua peça Bérenice foi criticada por não conter nenhuma morte.
O seu rival, Pierre Corneille, marcou a concepção de tragédia com peças como Medée e El Cid.
Na língua inglesa, as mais famosas tragédias foram as escritas por William Shakespeare, como Romeu e Julieta, Hamlet e Otelo. As obras deste autor tiveram uma grande influência na literatura ocidental.

domingo, 24 de abril de 2011

Pergunta 4 (4º Teste de Português)

Alice continua inundada de dúvidas, mas, na esperança de que alguém se debruçasse, esclarecendo-a. Nessa altura, se lhe agradasse a personalidade que lhe atribuíram, ela subiria para o mundo real. Se se desse o contrário ficaria no seu mundo até se tornar noutra pessoa. Nessa altura, Alice mostra-se persistente, na procura de se tornar alguém que lhe agrade, ma também inconformada e um pouco mimada.
Mas a confusão e as dúvidas são demasiadas para uma cabecinha inocente de criança e o cansaço toma conta de Alice.
A rapariguinha começa a chorar numa situação de desespero, acabando por não concluir quem realmente é.

Sofia David

Pergunta 3 (4º Teste de Português)

Alice sente-se muito diferente e começa um processo de auto-questionamento com o objectivo de descobrir quem realmente é.
Alice pensa ter sido trocada por alguém que ela conhece e começa a fazer testes de despistagem, excluindo as pessoas que não batem certo com as características que se verificam em Alice.
Não pode ser Ada,  porque os cabelos não se assemelham. Também não pode ser Mabel, porque Alice tem muito mais conhecimentos do que esta.
É nesta altura que Alice decide certificar-se se ainda sabe tudo o que julgava. Começa pela Matemática, passando pela Geografia e recitação de poemas. Mas, à medida que ia falhando nas provas a que se ia propondo, mais se convencia que se tornara Mabel. Alice opõe-se à ideia de ser Mabel, não lhe agradando nada mudar-se para uma casa muito pequena sem ter brinquedos e ter de aprender inúmeras lições. Então, recusa-se a sair do seu mundo imaginário enquanto se considerar Mabel.
Mas Alice não se sente Mabel e continua sem saber quem realmente é. Alice propõe, no caso de alguém se debruçar, lhe definir a sua identidade, provando assim que esta nao se considera definitivamente Mabel.

Sofia David