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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Anagnórise e Reconhecimento


   Anagnórise vem de grego e significa “reconhecimento” e tem como função marcar numa narrativa  a descoberta de algo.
    
    O termo foi usado pela primeira vez por Aristóteles, descrevendo anagnórise em relação à tragédia clássica. Segundo Aristóteles, o momento ideal para introduzir anagnórise trágica é quando se quer revelar a verdade cruel ao protagonista para que esta provoque efeitos demolidores no seu percurso e no desenvolvimento da história, como por exemplo laços de parentesco até então insuspeitados. Pode acontecer que a verdade seja revelada e ser um choque completo para a personagem mas no desenrolar da história já ser um facto ignorado por ele que acaba por aceitar o seu destino e em consequência ajuda a que este ocorra.
    
    Um exemplo clássico de anagnórise na tragédia grega encontra-se no Édipo Rei de Sófocles, quando Édipo se inteira de que a pessoa que havia matado era seu pai e que sua esposa é sua mãe.

   Na comédia a anagnórise é também um recurso frequente: nas obras de Menandro e seus imitadores latinos, abundam personagens que são abandonados em pequenos e criados como membros de uma classe social inferior. Ao estabelecer relação com uma personagem nobre, sua extração humilde pressupõe um estorvo; ao final da obra, se descobre por algum indício (uma marca de nascença, um objeto pessoal que a mãe deixou junto ao bebé) sua verdadeira identidade, e o casal pode unir-se em matrimónio.
    
    Assim podemos concluir que anagnórise pode estar presente tanto na tragédia como na comédia, e em ambos os casos desempenha funções diferentes: enquanto no primeiro (tragédia) provoca a desmoronamento no segundo (comédia) tem efeitos positivos e leva ao triunfo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

JUSTIÇA?

    No livro “Alice no pais das maravilhas” existem muitas esquisitices que aparentam ser apenas isso, mas como nem tudo o que parece é, depois da leitura e compreensão da obra podemos observar que as coisas não são tão superficiais quanto isso e que o que está num livro de literatura infantil pode não ser assim tão infantil e inocente, como tal, o tópico que eu escolhi desenvolver foi o conceito de justiça, justamente por despertar alguma curiosidade em termos de relação existente entre conceito de justiça/ exercício de poder e a mentalidade da Alice.
    No livro a ideia de justiça consiste na lei do mais forte e como exemplo disso temos a história do rato e a Fúria (cadela). A cadela acusou o rato dum “crime” que ele nem cometeu, dizendo que seria ela própria que o ia julgar e condenar. A Fúria abusava do poder do seu físico, era bem maior que o rato o que na obra que lemos lhe dava muito mais autoridade para fazer o que ela quisesse e na atitude dela também podemos ver uma certa corrupção.
    Na minha opinião existe uma relação entre o rato e a cadela e a vida da Alice, ou seja, a Alice é uma criança e quando somos pequenos estamos constantemente a ouvir que os adultos é que têm razão, ou que o irmão mais velho é que sabe, talvez tenha sido isso a levar a Alice a sonhar com essa situação do rato, pois ela entrou na pele do dele e viveu toda aquela situação como se fosse com ela.