Este episódio narra a perspectiva de "Lionarido, soldado bem disposto, manhoso, cavaleiro e namorado", que apesar de ser mal afortunado no amor, não perde a esperança de conquistar a sua amada, a Efire, exemplo de beleza. Embora a Ninfa estivesse constantemente a escapar dos encantos do soldado, este continuava a cortejá-la.
Esta sua atitude levou Efire a render-se ao "triste que a seguia", correspondendo ao seu amor. Após ardentes manifestações de amor na floresta, celebram o matrimónio juntamente com as outras Ninfas e os seus amados navegadores.
Nesta passagem, é transmitida uma simbologia relativamente ao casamento colectivo dos navegadores com as Ninfas, que representa a recompensa do esforço dos heróis portugueses. Toda a aventura de Lionardo reflecte a coragem dos marinheiros que ultrapassaram os obstáculos para alcançar os seus sonhos.
Alunos do 11ºE da Escola Secundária Quinta do Marquês no ano lectivo de 2010-11
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sábado, 20 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
Fernão Veloso, um herói diferente
Neste episódio surge a caracterização de um "herói" diferente, Fernão Veloso que se revela demasiado arrogante, aventureiro e ousado, mas acaba por não conseguir realizar nenhum feito glorioso. Vendo os nativos "todos nus e da cor da escura treva" segue-os com o seu espírito "seguro" e aventureiro. Pouco depois surge do arvoredo correndo (fugindo) dos nativos que o perseguiam atirando "uma espessa nuvem" de "setas e pedradas".
Na realidade, a grande diferença entre este herói e os outros é a falta de obra feita e objectivos alcançados, devido à sua inconsciência e à falta de coragem.
Na realidade, a grande diferença entre este herói e os outros é a falta de obra feita e objectivos alcançados, devido à sua inconsciência e à falta de coragem.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Reflexões do Poeta - Canto V
Nesta reflexão o poeta critica a falta de interesse dos portugueses pela cultura, especialmente pelas letras, dedicando-se exclusivamente à guerra e à descoberta de novas terras.
Após o relato de Vasco da Gama ao Rei de Melinde, salientando os feitos gloriosos dos portugueses, o poeta reflecte sobre o desinteresse que os portugueses manifestam relativamente à cultura.
Embora ao longo de toda a obra tenha valorizado as conquistas lusitanas que considerava superiores à dos Gregos e dos Romanos, nestes versos é visível o elogio aos Clássicos que sempre se dedicaram à ciência e às letras apesar da guerra ("mas, ñua mão a pena e noutra a lança").
Por outro lado é notório o descontentamento do poeta em relação à falta de paixão pela literatura, pois senão houver "Virgilios nem Homeros" que narrem as aventuras dos heróis, estes sentir-se-ão desmotivados.
Após o relato de Vasco da Gama ao Rei de Melinde, salientando os feitos gloriosos dos portugueses, o poeta reflecte sobre o desinteresse que os portugueses manifestam relativamente à cultura.
Embora ao longo de toda a obra tenha valorizado as conquistas lusitanas que considerava superiores à dos Gregos e dos Romanos, nestes versos é visível o elogio aos Clássicos que sempre se dedicaram à ciência e às letras apesar da guerra ("mas, ñua mão a pena e noutra a lança").
Por outro lado é notório o descontentamento do poeta em relação à falta de paixão pela literatura, pois senão houver "Virgilios nem Homeros" que narrem as aventuras dos heróis, estes sentir-se-ão desmotivados.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Hamartia - conceito
Segundo o filósofo Aristóteles, na sua Poética hamartia tinha como significado um herói trágico que sofria um reverso na sua fortuna, que o conduzia da felicidade ao fracasso em consequência de um erro, de um juízo errado ou um passo mal dado, ou seja, uma falha trágica.
No que toca às tragédias gregas, hamartia também podia ser uma forma comum de pecado contra a hybris, sendo que na bíblia a palavra hamartia é sinónimo de pecado.
Além destas características hamartia pode também ser resultado de um julgamento mal fundamentado ou de uma fraqueza sendo que, define-se sempre como uma acção falhada.
Actualmente hamartia é assumida como uma imperfeição ou um excesso de valor ou de virtude.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Oliver Twist
O livro que apresentei "Oliver Twist" de Charles Dickens, retrata muito bem a sociedade e a pobreza extrema que se vivia no século XIX.
A personagem principal deste livro é Oliver, que é uma criança órfã. O livro é baseado nas aventuras e nas dificuldades que ele passa ao longo da sua infância, mas também as pequenas vitórias que ele vai alcançando.
Apesar de Oliver ser uma criança que passa por muitas dificuldades, ele tem sempre presente as amizades que ele faz no orfanato, em especial a amizade que estabeleceu com o Ricardo porque, apesar de se terem afastado e da vida do pequeno Oliver ter tido grandes mudanças, o que é facto é que quando o este se encontra bem na vida, ele não se esquece do amigo e deseja encontrá-lo para poder partilhar a sua fortuna e a sua felicidade com ele.
Outro aspecto visível neste livro além do valor da amizade é também as falsas aparências. É possível observar que logo nos primeiros capítulos do livro, a senhora que se encontrava encarregue do orfanato e que por sua vez tratava muito mal as crianças que nele habitavam, tornava-se na pessoa mais carinhosa sempre que o proprietário desse orfanato aparecia. Ela tratava de ser a pessoa mais carinhosa e afectuosa possível. Outro caso que retrata muito bem essa ideia de falsa aparência é quando o senhor Sowerberry (que acolhe por um período de tempo o Oliver para o ajudar no negócio) diz que merece ter um pobre a trabalhar para ele e para o ajudar, visto que dava frequentemente dinheiro aos pobres, ou seja, ambas as personagens são alguém diferente do que realmente são de modo a agradarem a sociedade, independentemente das acções que fazem. A dona do orfanato faz-se de carinhosa e cuidadosa com as crianças e o senhor Sowerberry de caridoso por dar esmola aos pobres, quando depois acaba por querer um a trabalhar para si.
Um outro aspecto que me deixou surpreendida foi o facto de o narrador intervir algumas vezes, mas em diálogos não muito relacionados com o livro e com a acção. Por exemplo, no início de um capítulo, o narrador faz uma introdução de uma página sobre mudança de acção nos teatros e dos bobos que costumam animar os espaços vazios quando se está a trocar as cenas e, no final, ele afirma que aquilo que ele acabou de dizer não é muito importante e que é desnecessário, mas que é só para avisar que se vai voltar à terra natal de Oliver. Ou seja, o narrador faz um imenso discurso que ele próprio acha dispensável, só para nos avisar de algo que podia estar no título do capítulo ou de uma forma mais subentendida.
Em suma, é um livro que aparentemente não parece muito cativante, até pela quantidade de desgraças e de problemas que acontecem, mas que nos faz reflectir na vida e na sorte em que temos de podermos ter comida, roupa lavada todos os dias e um carinho de uma família.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Tese sobre o livro "Alice no País das Maravilhas"
A história da obra “Alice no País das Maravilhas”, da autoria de Lewis Carrol, é baseada num mundo irreal e imaginário, onde tudo o que é paranormal é aceite como habitual e usual, desde o facto de os animais falarem e tomarem chá, até àquele em que cartas de jogar são jardineiros; mas, na realidade, tudo não passa de um sonho de criança.
Ao longo de todo o livro, Alice debate-se com crises de identidade, visto que o seu tamanho vai sendo irregular, dificultando, assim, o processo de entendimento em relação à sua pessoa.
Quando Alice se depara com os seus diferentes tamanhos, dá-se conta que não tem a certeza de quem é, se é, ou não, a mesma que naquela manhã estava sentada ao pé de uma árvore, juntamente com a sua irmã mais velha. Para conseguir ultrapassar este dilema, tenta fazer vários testes, de modo a conseguir entender se continua igual, comparando-se com as suas amigas e com conhecidas, esperançosa de encontrar, finalmente, resposta para a pergunta “quem sou eu?”. Esta questão irá atormentá-la até ao final do livro.
Apesar de se encontrar num mundo irreal, Alice continuava a ser ela própria, tentando sempre mostrar que, apesar de “mimada”, até era uma rapariga inteligente. Esta personagem revela uma grande imaturidade, que passa por achar que aquilo que quer tem de ter e que ninguém tem o direito de a corrigir, ou de se mostrar mais importante. Por estes factores, outras personagens consideravam-na muito empertigada e “dona do seu nariz”.
Para além da relação sujeito consigo próprio e com os outros, o livro debruça-se também sobre os temas do poder e da justiça.
Os mais poderosos (os mais fortes) têm sempre poder sobre os mais inofensivos, os que não se podem defender.
Como exemplo, temos um pequeno poema, que está integrado na parte final do capítulo terceiro. Todo ele tem como tema principal o poder de julgar e de ser julgado. Neste caso, a Fúria (figura superior) afirma que o pequeno rato tem de ser julgado de imediato, naquele mesmo dia, sem deixar qualquer hipótese a uma recusa do rato. A discussão prende-se com o facto de o rato não poder ser julgado se não estiverem presentes o juiz e o jurado mas, como a Fúria tem um poder superior, por ser maior, afirma que ela própria será os dois. Afinal, o seu principal objectivo era comer o rato, de uma forma ou de outra, encontrando como argumento que ele terá de ser julgado.
No final do livro, é visível outra situação idêntica, quando o Rei acusa o Valete de ter roubado as tortas da Rainha, sem ter provas que o incriminassem, mesmo depois de todos os depoimentos e de todas as evidências indicarem a sua inocência. Como a figura superior apresentada é a do Rei, e a sua vontade será determinante, o Valete acaba por ser declarado culpado, mostrando, mais uma vez, o facto de que quem pode julgar fá-lo, independentemente das provas que existam.
Apesar de tudo não passar de um sonho de Alice, ela conseguiu crescer um pouco mentalmente, apercebendo-se de que nem tudo aquilo que, às vezes, gostaríamos de ter, ser, ou fazer é o ideal, e de que, em algumas situações, a realidade acaba por ser melhor do que certas fantasias.
Mariana Esteves
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