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quinta-feira, 14 de março de 2013

APRESENTAÇÃO ORAL DE PORTUGUÊS - Abdicação




Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho.
Eu sou um rei que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.

Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa – eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços.

Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.

Despi a realeza, corpo e alma
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.

Fernando Pessoa
Diz-se que este poema é um relato exacto de como foi escrito e em que estado de espírito o autor estava quando o escreveu pois, segundo o que se sabe, Fernando Pessoa escreveu, em Fevereiro de 1913, uma carta a um amigo a contar o que se passava consigo, o que sentia e que ia escrever um poema.
Este poema de Fernando Pessoa é um soneto (14 versos) e aborda um tema bastante recorrente nos poemas de sua autoria – a noite e a solidão. No caso deste poema, a noite simboliza a solidão (que não era estranha a Pessoa pois fazia parte do seu dia-a-dia). É um poema bastante calmo devido ao sentimento que o autor tinha quando o escreveu.
O título deste poema –‘Abdicação’- está presente em todas as estrofes. Abdicar é desistir, ceder, e é algo que está presente em toda a obra. Este poema demonstra também dignidade devido ao facto de o poeta abdicar das suas coisas. Na 1ªestrofe podemos realçar os dois últimos versos –‘ Eu sou um rei que voluntariamente abandonei / O meu trono de sonhos e cansaços.’; na 2ªestrofe a presença de abdicação está nos verbos ‘entreguei’ e ‘deixei’; na 3ªestrofe podemos ter atenção no verbo ‘deixei-as’ e na 4ªestrofe são os verbos ‘despi’ e ‘regressei’ que remetem à abdicação. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mensagem


PRIMEIRA PARTE: BRASÃO
Bellum sine bello.

V. O TIMBRE
A OUTRA ASA DO GRIFO / AFONSO DE ALBUQUEROUE

De pé, sobre os países conquistados
Desce os olhos cansados
De ver o mundo e a injustiça e a sorte.
Não pensa em vida ou morte
Tão poderoso que não quer o quanto
Pode, que o querer tanto
Calcara mais do que o submisso mundo
Sob o seu passo fundo.
Três impérios do chão lhe a Sorte apanha.
Criou-os como quem desdenha.

            Afonso de Albuquerque nasceu em 1453 e faleceu em 1515. Foi um fidalgo, militar e o segundo governador da Índia portuguesa cujas acções militares e políticas foram determinantes para o estabelecimento do império português no Oceano Índico. Pouco antes da sua morte foi agraciado com o título de vice-rei e "Duque de Goa" pelo Rei D. Manuel I, que nunca usufruiu, no que foi o primeiro português a receber um título de além-mar e o primeiro duque nascido fora da família real. Foi o segundo europeu a fundar uma cidade na Ásia, o primeiro foi Alexandre, O Grande.
            O poema centra-se no desempenho de Afonso de Albuquerque na Ásia, por contrapartida com o seu descrédito na corte de Lisboa motivado por invejas.

"tão poderoso que não quer o quanto pode, que o querer tanto calcara mais do que o mundo sob o seu passo"
Albuquerque podia até ter-se proclamado imperador, mas sempre foi súbdito fiel do Rei D.Manuel. Não queria o quanto podia porque o seu sucesso lhe pesava mais sobre os ombros (por ter perdido o favor real) do que a conquista pesara aos povos submetidos.

"três impérios lhe a Sorte apanha"
Refere-se às conquistas de Goa (na Índia), Malaca (na Malásia) e Ormuz, no Golfo Pérsico.

"apanha-os como quem desdenha"
Submete-os como se isso fosse coisa de pouca monta.

SEGUNDA PARTE: MAR PORTUGUEZ
Possessio maris.
I. O INFANTE

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te portuguez..
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

"Foste desvendando a espuma e a orla branca foi de ilha em continente..."
A espuma das ondas que acabam nas praias ou rebentam contra os rochedos marca as costas com uma orla branca. A frase anterior é uma forma poética de dizer que as costas foram sendo descobertas, primeiro as ilhas e depois os continentes, "até ao fim do mundo".

"Quem te sagrou criou-te português"
Porque, segundo Fernando Pessoa, Deus fadou Portugal para um magno destino e o Infante foi, por assim dizer, parte do "puzzle".

"Do mar e nós, em ti nos deu sinal"
Através de ti revelou-nos que o nosso destino era o Mar.

"Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez...falta cumprir-se Portugal"
Cumpriu-se o destinado: o Mar foi desvendado; o Império Português (isto é, o controle das rotas oceânicas e a hegemonia no Índico) desfez-se. Pessoa pensa que Portugal está destinado à grandeza futura, e isso ainda não se cumpriu!


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Canto VI - Reflexões do Poeta


       No final do Canto VI, estão presentes ideias como honestidade, mérito e recompensa. O poeta fala-nos tem presente estes conceitos pois reconhece que a aventura dos marinheiro portugueses merece uma recompensa. O poeta diz-nos que os portugueses estão a superar as suas dificuldades e que devem receber uma recompensa, não algo material mas sim de graus maiores.
            Na estrofe 97 podemos interpretar os dois primeiros versos, ‘Mas com buscar, co’o seu forçoso braço, As honras que ele chame próprias suas;…’, de várias maneiras mas a que me parece mais fiável é a de que é pelo trabalho que é possível alcançar a glória. Vasco da Gama partilha da opinião de que é necessário trabalhar para ter recompensa, e que neste caso os portugueses estão a ter muito trabalho nesta aventura e que por isso deveria ter uma boa recompensa.

Canto V - Episódio de Fernão Veloso



           No Canto V, Vasco da Gama continua a sua narrativa ao Rei de Melinde sobre a viagem entre Lisboa e Melinde. Vasco da Gama conta histórias sobre a viagem e dá importância a Fernão Veloso. Fernão Veloso era um marinheiro que é descrito como fanfarrão, aventureiro e pouco dado a feitos históricos.
            Este marinheiro assume importância devido à sua espontaneidade em visitar o local com os nativos. Fernão Veloso arrisca e vai visitar o local mas passado pouco tempo desiste e volta para o navio a correr pois estava a ser perseguido por um grupo de africanos e por estar sozinho não se conseguia defender. Após a chegada de Fernão Veloso ao navio, os seus companheiros foram dizendo coisas para brincar com ele mas Veloso respondeu sempre como se fosse um herói. 

domingo, 30 de setembro de 2012

Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar?



            Democracia é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, directa ou indirectamente. Os cidadãos tomam decisões políticas votando, elegendo um representante da nação. Quando o povo vota e elege um representante, o seu voto baseia-se no que os candidatos prometem fazer, melhorar ou inovar. Quando alguém é eleito, o povo fez uma decisão, uma importante decisão mas, conforme a pergunta, será que a democracia está garantida pelo acto de votar?
            Podemos tomar como exemplo alguns factos históricos. Os ditadores que existiram neste Mundo foram eleitos segundo uma democracia, o povo acreditava que estava a eleger um bom representante, alguém que mudasse o que estava errado, mas apenas pensava pois, de facto, estava a eleger uma pessoa que não conseguiria cumprir o que desejava e por isso transformou uma democracia numa ditadura. Indo já à questão colocada, ‘Será que a democracia, em si mesma, e por si só está garantida pelo acto de votar?’, podemos concluir que não, a democracia não está garantida pelo acto de votar. Quando votamos acreditamos no que os candidatos nos mostram mas nunca podemos ter a certeza que irão cumprir com o que dizem.
            O povo confia, vota e acredita que está a fazer o correcto mas a democracia nunca está garantida pelo acto de votar.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Porquê andar nas Guias e nos Escuteiros?


      Associação de Guias de Portugal e Corpo Nacional de Escutas, duas entidades que educam crianças e jovens. O escutismo e o guidismo são movimentos mundiais, não políticos, abertos a todos os jovens. Estes movimentos têm várias vertentes: AGP – Associação de Guias de Portugal; CNE – Corpo Nacional de Escutas; AEP – Associação de Escuteiros de Portugal. As Guias é uma vertente de escutismo só para raparigas e não tem nenhuma religião obrigatória mas tem bases católicas; os CNE é um tipo de escutismo católico que pode ser marítimo ou não e é para raparigas e rapazes; por último, os AEP não são católicos e é para raparigas e rapazes.
            Pertencer a estas associações é uma mais-valia para qualquer jovem. Estas entidades contribuem para a formação dos jovens através de uma pedagogia activa baseada no jogo e promove ainda vivência de valores fundamentais. Estas associações ensinam os jovens a viver em grupo, a viver ao ar livre, a ter sentido de responsabilidade e a superar desafios. Muitas vezes pensamos que as guias podem ser melhores ou piores que os escuteiros mas os dois movimentos foram fundados pelas mesmas pessoas e com o mesmo objectivo: proporcionar aos jovens a oportunidade de desenvolverem plenamente o seu potencial como cidadãos universais e responsáveis. Qual quer pessoa que tenha pertencido a estas associações é uma pessoa diferente, é uma pessoa que aprendeu a partilhar e a ser solidária, a estar no campo e a desenrascar-se com o que tem, e a lidar com os desafios do dia-a-dia de uma maneira diferente. Se estas associações são boas para os jovens porque não entrar nesta aventura?
            Na minha opinião estes movimentos são bons para a educação de qualquer pessoa e contribuem para o crescimento e desenvolvimento pessoal. 

                

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Resumo de aula

            Na passada aula do dia 17 de Fevereiro discutimos alguns assuntos relacionados com a existência das pessoas, o que é ser pessoa e a consciência das crianças. Estes dois assuntos surgiram devido ao crime que se deu em Beja, onde um senhor matou a mulher, a filha e a neta.
            Durante a discussão surgiram várias opiniões sobre o que é ser pessoa. Sobre este primeiro assunto a maior parte das pessoas tinha a mesma opinião, de que nascemos com algumas noções básicas da humanidade mas que as nossas atitudes são de acordo com o meio em que vivemos. Relacionámos este assunto com o crime devido ao facto de o senhor ter sido caracterizado como um ‘psicopata’ pois saiu do meio humano para o meio bárbaro. Sobre o segundo assunto, a consciência das crianças, nem todos concordámos com o mesmo. Algumas pessoas defenderam a ideia de que as crianças não têm consciência dos seus actos, outras defenderam a ideia de que as crianças têm consciência dos seus actos e que têm algumas atitudes por maldade. Surgiu o exemplo de duas pessoas da turma que, enquanto eram crianças, gozavam uma com a outra por maldade.
            Acabámos a aula com o segundo assunto e com a conclusão de que as crianças têm consciência dos seus actos e que têm algumas atitudes por maldade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sentimento de culpa e remorso no Frei Luís de Sousa

O sentimento de culpa é um sentimento que temos depois de avaliarmos algo que fizemos de errado e possível de criticar. Remorso é um sentimento que temos por algo realizado no passado.
            Podemos relacionar estes dois conceitos com algumas passagens ou personagens do Frei Luís de Sousa. Tomemos como exemplo a cena XIV do acto segundo onde Madalena sabe que o seu ex-marido está vivo. Nesta cena Madalena tem estes dois sentimentos, culpa e remorso, devido a algo que aconteceu no passado. Em toda a história Madalena mostra algum sentimento de remorso pois casou-se pela segunda vez sem ter a certeza absoluta de que o seu marido tinha morrido.
É nesta cena que este sentimento é mais visível:
‘’Romeiro – Agora acabo: sofrei, que ele também sofreu muito. Aqui estão as suas palavras: ‘’Ide a D. Madalena Vilhena, e dizei-lhe que um homem que muito bem lhe quis… aqui está vivo… por seu mal… e daqui não pôde sair nem mandar-lhe novas suas de que há vinte anos que o trouxeram cativo.’’
Madalena – Deus tenha misericórdia de mim! E esse homem… esse homem… Jesus! esse homem era… esse homem tinha sido… levaram-no aí de onde?... de África?
Romeiro – Levaram.
Madalena – Cativo? ...
Romeiro – Sim.
Madalena – Português? … cativo da batalha de? …
Romeiro – De Alcácer Quibir.
Madalena – Meu Deus, meu Deus! Que se não abre terra debaixo dos meus pés? … Que não caem estas paredes, que não me sepultam já aqui? …’’

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Apresentação do livro ‘A Castro’ de António Ferreira

A Tragédia Castro de António Ferreira simboliza a mais sincera e verdadeira força do amor que leva um Rei a aperceber-se da crueldade de uma decisão estatal injusta (que acaba por acontecer), mas que ao mesmo tempo acaba por vencer a própria Morte.
A peça está escrita em versos e está dividida em cinco actos. No acto I, surge de imediato o elemento gerador da acção: o amor de D. Pedro e D. Inês que põe em perigo a independência nacional. O coro intervém na acção. No acto II, D. Afonso IV discute com os conselheiros: dilacerado entre o seu coração de pai e a sua função de rei, lava as mãos e deixa que aqueles prendam D. Inês. No ato III, D. Inês conta à Ama um sonho cruel e o coro anuncia a sua morte. No ato IV, o conflito atinge o clímax com o emocionante espectáculo de Inês implorando a clemência do rei para si e para seus filhos. O rei hesita e a tragédia consuma-se. No ato V, D. Pedro sabe do sucedido por um mensageiro e promete vingança. Pelo que toca a D. Afonso IV e aos seus conselheiros, o conflito trava-se entre a Razão de Estado ou "bem comum", propugnada pelos Conselheiros ("O bem comum, Senhor, tem, mais larguezas/ com que justifica obras duvidosas"), e o sentimento de justiça, individualmente considerado no caso de Inês, tanto mais que se trata de uma pena de morte e "enganam-se os juízes muitas vezes". Seria difícil encontrar-se uma tragédia cujas determinantes decorram de uma tão irresistível lógica de situações."
Durante toda a peça podemos notar marcas de pessimismo e de amor-morte, como por exemplo: o antagonismo entre a paixão de D. Inês e D. Pedro e os altos interesses do estado, representados pelos Conselheiros do Rei; D. Inês: a revelação de uma alma apaixonada e segura do seu príncipe, embora atormentada por angustiosos receios, por previsões (sonhos) e avisos; D. Pedro: a obstinação em pospor os interesses do estado aos do seu coração face a atitudes de moderação aconselhadas; D. Afonso IV: a luta psicológica entre os imperativos da razão e os chamamentos do coração, exacerbados por D. Inês, no discurso em prol da sua defesa; Conselheiros: a representação do veredicto do destino, pelo desafio lançado a leis de ordem superior - origem da fatalidade que vai imperar sobre Inês e Pedro e determinar a morte de um e a dor irreparável de outro.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Conceito de Piedade na Tragédia

O que é piedade? Piedade é um sentimento, similar à compaixão, ao dó ou à pena. É não ignorar o sofrimento alheio. Sentir alguma coisa quando vemos alguém em sofrimento e fazer algo para ajudar sem esperar algo em troca. É caminhar ao lado dessa pessoa, estender-lhes a nossa mão para os ajudar a levantar. Todos sabemos o que é tragédia. É um estilo particular de drama que nos leva a algo mais sério, muitas vezes um conflito.
Logicamente, a piedade na tragédia ocorre quando o auditório sente esse sentimento pela personagem ou personagens, que sofrem devido a um conflito. Podemos tomar como exemplo uma mãe que fica sem os filhos durante uma catástrofe natural, as pessoas que assistem a isto sentem piedade, compaixão, dó, pena.
Numa tragédia, o objectivo do autor da mesma é muitas vezes incutir esse sentimento, para dar credibilidade à peça, para transmitir um sentimento de relacionamento entre os que assistem à mesma, e as personagens.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Apresentação do livro ‘Sensibilidade e Bom Senso’ de Jane Austen


Sensibilidade e Bom Senso foi o primeiro romance publicado pela autora inglesa Jane Austen, em 1811. É um retracto psicológico e social da pequena burguesia do século XVIII. O romance conta a história de duas irmãs, Elinor e Marianne Dashwood, e dos seus enlevos amorosos com, respetivamente, Edward Ferrars e o Coronel Brandon. Com a morte do pai, as irmãs são deixadas em má situação financeira, já que a herança que recebem é parca, em contraposição com o que acontece ao seu irmão John Dashwood, a quem é legada a propriedade da família. Como este se recusa a ajudá-las, as irmãs são forçadas e desembaraçar-se. Marianne e Elinor viviam com a sua mãe e com mais uma irmã, Margret. Elinor é sensata, Marianne instintiva e apaixonada e Margret é apenas uma inocente adolescente. Este texto é, por vezes, complicado de perceber pois a autora muda rapidamente as pessoas nos diálogos sem qualquer informação, por isso, é necessário ler com atenção para perceber o que é que se está a passar. Este texto é composto por várias personagens e intervêm todas o que contribui para dificultar o entendimento da história. Durante todo o livro existe uma referência às cartas que as personagens iam trocando pois era o único veículo de comunicação, sabiam de tudo pelas cartas.
No livro, tudo parece girar à volta da tensão entre o que é escondido e o que se revela aos outros. Segredos e omissões são temas muito importantes em Sensibilidade e Bom Senso. Os casos entre mulheres e homens costumam começar em segredo e só depois são conhecidos do público. Por exemplo, Lucy e Edward são noivos durante 4 anos até que a Lucy acidentalmente revela esta informação a Marianne e mais tarde à irmã de Edward. Coronel Brandon esteve secretamente apaixonado com uma mulher chamada Eliza Williams antes de o pai desta ter sabido da relação, e finalmente, Elinor guarda os seus sentimentos por Edward debaixo de uma aparência fria e composta. Eventualmente, todos os segredos são revelados, intencionalmente ou não. As revelações que não são intencionais são muitas vezes as mais dolorosas, como quando Elinor se apercebe da relação de Edward e Lucy. Toda a acção central da história se baseia nestes momentos e como estes influenciam as personagens. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Impressões de viagens

         Uma viagem pode ser longa ou curta, divertida ou uma ‘seca’. Quando se trata de uma viagem curta não interessa muito o facto de ser divertida ou não, vamos entretidos a ouvir rádio e o tempo passa num instante. E se for uma viagem longa de autocarro?
            As viagens de autocarro podem ser super divertidas ou uma ‘seca gigante’. As viagens podem ser engraçadíssimas, divertidas se formos entretidos a ouvir música, tirar fotografias, a jogar cartas, tocar viola ou até mesmo a conversar com os amigos; ou pode ser uma ‘seca’ se não tivermos Aquele amigo que nos ouve o tempo todo, pode ser a falar sempre do mesmo mas apoia-nos e ajuda-nos a enfrentar os problemas. Esse amigo pode fazer a diferença, até o podemos ter mas ou é de outra turma ou é de outra escola. Já não vamos gostar da viagem se formos a pensar que os nossos amigos não vão, até pode ir um ou dois que gostemos muito mas não vai Aquele. Vamos desanimados e sem paciência para ouvir comentários por sermos diferentes do resto da turma. Já está a viagem toda nas nossas cabeças.
            Chegamos ao dia com estes pensamentos, já respirámos fundo e já arranjámos uns ‘phones’ para ouvir Jack Jonhson e Rui Veloso a viagem toda. ‘Vai ser uma viagem longa, espero que os bancos sejam confortáveis para poder ir bem’, pensamos nisto imensas vezes. Já que a viagem vai ser longa e gigante vamos giríssimos, é sempre bom ter a auto-estima bem alta. Os professores já fizeram a chamada, entrámos no autocarro. Acontece-nos imensas vezes ocuparem o lugar que queríamos por isso só temos uma coisa a fazer: ir para outro lugar qualquer, Sentamo-nos e as nossas pernas não cabem no espaço entre os bancos, acontece muito frequente às pessoas mais altas. Como é que a viagem pode correr bem se os espaços entre os bancos são pequenos? O que é que é preciso fazer para pensarem nas pessoas mais altas quando estão a desenhar os autocarros? Passámos a viagem toda a tentar arranjar uma posição confortável, sentámo-nos de todas as maneiras possíveis e imaginárias.
            A viagem já acabou mas continuamos a pensar porque é que os espaços entre os bancos não são maiores. As pessoas altas também têm o direito de poderem fazer viagens confortáveis onde possam esticar e dobrar as pernas tantas vezes como os outros. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

De que modo os conceitos de verdade, validade e corrupção e todo o discurso do Padre António Vieira encontram correspondência nos nossos dias?


            Padre António Vieira é um clássico, apesar de ter escrito ‘O Sermão aos Peixes’ num século diferente do nosso, o texto continua a ser actual. Neste texto o autor utiliza alguns conceitos como verdade, validade e corrupção em circunstâncias que nos nossos dias ainda são semelhantes. Quando Padre António Vieira escreveu ‘O Sermão aos Peixes’ corrupção era a fuga à verdade, e um facto para ser válido tinha de ser verdadeiro, ainda hoje é assim. Todo o discurso do Padre António Vieira tem correspondência com os nossos dias, os nossos antepassados têm sempre ligações connosco, continuam a ter razão. Padre António Vieira diz que o Mundo do Homens está cheio de corrupção, realmente estava no seu tempo, e agora? Continua a estar. Compramos as pessoas para fugir à verdade. Já era assim há uns séculos e sempre será.
(limite – 80 palavras. 138 palavras)

domingo, 9 de outubro de 2011

Tourada à Portuguesa


            Tourada, tema muito falado e que divide muitas pessoas pelas diferentes opiniões. A tourada é um espectáculo tradicional de Portugal, Espanha e França, bem como de alguns países da América Latina. Eu escolhi este tema pois é uma tradição portuguesa que divide bastantes pessoas, uns contra, e outros a favor. Nunca iremos chegar a um consenso. Grupos de devesa dos direitos dos animais criticam a prática desta tradição mas mais a frente eu irei tentar explicar o porquê de ser uma tradição e de eu ser a favor. A UNESCO reconheceu a tourada como um "património que evoluiu com a cultura". “...[O que] interessa é defender a tradição de Portugal, a tradição da corrida à portuguesa, o cavalo lusitano, o toiro de lide, a festa e o património material que representa a festa do toiro”.
Este espectáculo consiste na lide de touros bravos. Em cada país a lide do touro é diferente, em Portugal a tradição é menos cruel e sangrenta, pois o touro sai vivo da arena. Na corrida de touros à portuguesa os cavaleiros vestem-se com trajes do século XVIII e os forcados vestem-se como os rapazes do fim do século XIX. As cortesias marcam o início da corrida de touros à portuguesa. No início da corrida todos os intervenientes (cavaleiros, forcados, bandarilheiros, novilheiros, campinos e outros intervenientes) entram na arena e cumprimentam o público, a direcção da corrida e figuras eminentes presentes na praça. Nas corridas de gala à antiga portuguesa o vestuário é de rigor e na arena desfilam coches puxados por cavalos luxuosamente aparelhados. Os touros são lidados por cavaleiros, que têm um tempo determinado para cravar um número variável de farpas, de variados tamanhos, na gordura dorsal do animal. Após a lide do touro pelo cavaleiro é comum entrar em cena o bandarilheiro que efectua algumas manobras com um capote posicionando o touro para a pega. De seguida entram em cena os forcados. Os forcados são um grupo amador que enfrenta o touro a pé com o objectivo de conseguir imobilizar o touro unicamente à força de braços. Oito homens entram na arena, sendo o primeiro o forcado da cara, seguindo-se os chamados ajudas, primeiro e segundo ajuda, e mais forcados que também ajudam na pega, terminando no rabejador que segura no rabo do touro, procurando deter o avanço do animal e fixá-lo num determinado local. Em Portugal as touradas foram proibidas no tempo do Marquês de Pombal, após uma em que faleceu uma grande figura nobre estimada pelo monarca D. José. Voltaram a ser permitidas anos mais tarde, mas sendo proibidos os chamados touros de morte, onde o touro não pode ser morto em praça pública.
Tal como disse mais a cima, a Tourada é uma tradição, até a UNESCO reconheceu a tourada como um património cultural. Se é uma tradição porquê deixar de existir? Realmente o animal sofre mas será o suficiente para acabar? Na minha opinião não. As farpas que os cavaleiros cravam no touro só alcançam a gordura dorsal, pouco mais do que isso. Realmente deita sangue, tal como nós deitamos sangue quando nos cortamos mas não é o suficiente para acabar com uma tradição. Poderei repensar se sou realmente a favor da morte dos touros na arena. Isso não sou, pois aí os espectadores vêm o sofrimento do touro mas isso não acontece em Portugal por isso não têm razão de se revoltarem contra um património cultural. A tourada é uma guerra entre o homem e o animal, quando os forcados entram na arena estão frente a frente com o touro, sem protecção, ninguém protege o homem. Aí o homem não tem muitas probabilidades de morrer? Tem, tantas ou mais como o touro. Mais uma razão para eu ser a favor das touradas é o facto de os touros serem touros bravos, ou seja, são touros escolhidos e tratados com cuidados específicos para poderem ir para a arena. A tourada é como um negócio, dá emprego a várias pessoas, desde os cavaleiros até aos tratadores. Estas pessoas são pessoas que aprenderam com a família a arte deste espectáculo, muito provavelmente têm outro trabalho mas tal como nós gostamos de ter um hobbi, um desporto, uma distracção, estas pessoas gostam de pertencer a um grupo de tourada, de ajudar os cavaleiros, de lá estar, ver todo o espectáculo. O desfile dos cavaleiros com os cavalos, dos forcados, dos bandarilheiros, dos novilheiros, dos campinos e de todos os outros intervenientes, o vestuário tradicional, a lida dos cavaleiros, a pega dos forcados, tudo junto cria um espectáculo que é sempre diferente, que cria ansiedade, medo, felicidade e alegria.
Penso, que todos devemos repensar sobre o porquê da existência das touradas. Existem há mais de 100 anos. Será necessário acabar com esta tradição? Em qualquer livro cultural de cidades, vilas ou aldeias de Portugal a Tourada à Portuguesa aparece. Por alguma razão é. Nas lojas de lembranças há sempre algo com uma cena de Tourada à Portuguesa. Por alguma razão é. Acabar com a Tourada à Portuguesa é a mesma coisa de acabar com as visitas aos monumentos, tapá-los para que ninguém os veja. Iremos estar a acabar com a tradição, com o património cultural.


domingo, 16 de janeiro de 2011

"Esparsa Sua ao Desconcerto do Mundo"

Neste poema temos presente a opinião do poeta em relação à maldade e à bondade. Maldade é uma qualidade daquele ou daquilo que é mau, é uma atitude ou acção de quem faz o mal, crueldade mas a bondade é precisamente o contrário. Bondade é a inclinação para fazer o bem, é a qualidade do que é bom.
O poeta acha que o Mundo está desconcertado pelo facto de as pessoas más viverem com sorte e com uma boa adaptação à realidade.
Apesar de ser um ser humano, o poeta tenta livrar-se das tristezas, invertendo o papel, tentando ser alguém terrível mas mesmo assim não consegue a felicidade tão sonhada.
Assim, para o poeta, o Mundo só estará concertado se os bons forem bem sucedidos e os maus tiverem azar.