Mostrar mensagens com a etiqueta Gonçalo Brandão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gonçalo Brandão. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de dezembro de 2011

Impressões de Viagem: Os Outros

Os Outros

Quando se aproxima uma Visita de Estudo é sempre tempo de andar feliz por se saber que naquele dia não vai haver aulas e vamos ter mais um dia para relaxar e fugir ao stress diário. Há quem veja as visitas de estudo como uma escapatória ao dever, há quem as veja como um grande aborrecimento e... também podia ficar aqui o resto do texto. Eu cá vejo-as como uma oportunidade de conviver com aqueles com que trabalhamos todos os 5 dias da semana. Uns trabalham connosco mesmo ao nosso lado, outros do outro lado (da sala) e há ainda os Outros que normalmente trabalham a nossa frente, e que trabalham para que o nosso trabalho venha a melhorar. A convivência com esses outros é, na minha opinião, essencial para que a relação entre todos seja digna de pessoas que vivem em sociedade. Tudo isto para chegar ao momento da viagem que, novamente na minha opinião, foi o momento alto desta nossa viagem a cidade de Santarém. Antes de mais, a ida para Santarém foi feita na companhia dos camaradas Ricardo, Rui, Pedro e João Pedro, e pelos Exmos. Srs. Outros! Sem querer de maneira alguma rebaixar o papel e o nome dos nossos queridos Outros. Outros ou Professores. Sim aqueles senhores que estão sempre lá para nós. Como o título do texto indica, estou a falar das pessoas que acompanharam as 2 turmas na visita. Aqueles senhores que tentamos, em muitos casos, manter a distancia e fazer deles uns estranhos… Uns Outros.
Como estava a dizer, o momento alto da visita foi sem duvida o regresso a escola, em que alunos e professores trocaram histórias e experiências de vida. A viagem de regresso era uma viagem chata, de noite, e onde a maior parte das pessoas que estavam no piso inferior do autocarro optaram por encostar o banco, e com ele a cabeça. Quando nada o fazia prever, surge o grande momento. Todo este grande momento surgiu porque? Pois é… Ponho quem lá estava em baixo a pensar um bocadinho… Como é que aquilo foi dar a infância do Pedro? Como é que a conversa foi parar aos antepassados da Professora Luísa? Pois bem… Tudo começou com uma garrafa de água! Pois foi uma garrafa de água. A Partir de uma garrafa de água barata ficamos a saber que o nosso Professor Raul podia ser o dono das Aguas Luso, que o Pedro não é rico porque o “tetra tetra” avo deixou o dinheiro todo à amante. Por momentos a relação Professor-Aluno foi completamente esquecida e a troca de histórias despertou toda a gente que voltou a recostar os bancos, desta vez para ouvir comodamente as inúmeras experiências ali contadas. Afinal os Outros também são gente…!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Alice no País das MaravilhasAlice no País das Maravilhas


Quando pomos em questao a interpretação das palavras usadas por Alice, podemos pensar que Alice usa as palavras porque as acha estranhas, Alice ainda é jovem e esta numa fase de transformações. Por vezes Alice esta confusa com o seu significado. Temos exemplos disso quando Alice se refere à Latitude e à Altitude durante a queda na toca do coelho. Como as ouviu em algum lado e gostou da maneira como soavam, resolve usar as palavras para dar um ar mais intelectual ou porque simplesmte soavem bem. Como anteriormente referido, no princípio de “Alice no País das Maravilhas”, Alice utiliza as palavras “Longitude”, “Latitude” e “Antipatas” (em vez de antípodas), quando utiliza a palavra “Antipatas” parece ter alguma noção do significado desta, pois esta não lhe soou tão bem quanto desejaria. Isto remete-nos, mais uma vez, para variar, para o crescimento mental de Alice. Mesmo antes de nos apercebermos que tudo o que Alice vive é um sonho. É neste primeiro capitulo que conseguimos apercebermo-nos de que Alice começa a sentir mudanças não só fisicas mas psicologicas tambem. Ao encolher e crescer junta-se montes de macacos na cabeça de Alice. Com a leitura de “Alice no País das Maravilhas”, podemos verificar que existem várias situações onde as palavras não são utilizadas com os seus significados, mas sim com os significados que os intervenientes querem que estas tenham. O proprio significado das palavras é distorcido ou usado inquivocamente quando falamos do topico justiça! No “tribunal”, Alice é “julgada” por um “juiz” e a sua situaçao é avaliada por um “juri”. Neste episodio Alice deparasse com um conjunto de falsos nomes. Estao tambem mal empregues, pois é impossivel haver um juizo quando o juiz é um rei o que nos da a entender que Alice esta a ser julgada por um regime tirano e não podera haver um julgamento justo e incluirem um juri nesta cena é tambem impensavel. Conclu-o que a utilização das palavras no Livro é à descrição de cada um, pois qualquer um pode tirar multiplas conclusoes.